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Resenha de Livro: “Sniper Americano”, de Chris Kyle

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Autora: Chris Kyle
Páginas: 352
Editora: Intrínseca

nota5

Você consegue se lembrar onde estava no dia 11 de setembro de 2001 por volta das 09 hrs da manhã? Apesar de terem se passado quase 14 anos (eu tinha 12 anos na época), ainda me lembro onde estava naquele fatídico dia e horário.

Não me julguem: sei que sou brasileira e que temos nossas próprias tragédias, mas lembro que parte da minha família passou o dia esperando notícias dos meus tios e primos (eles moram a cerca de 1hr das extintas torres); e a partir daquele dia, qualquer assunto que envolva 11/09, extremistas e terrorismo se tornou do meu interesse.

Dentro desse assunto, alguns livros foram publicados, e um que atraiu minha atenção foi Não Há Dia Fácil, onde conhecemos o soldado que participou do assalto que culminou na morte de Bin Laden; apesar de orgulhoso em ter feito parte deste momento, tinha seus momentos de descontentamento pelas consequências e julgamentos que rodeiam a guerra.

Já em Sniper Americano conhecemos a história de Chris Kyle, um Navy Seal que se tornou uma “Lenda” – apelido que ganhou de seus colegas – por ser o atirador com mais mortes oficiais nos campos de batalha.

Kyle buscou elucidar o que é ser um herói de guerra (apesar de não se ver como um) e que, apesar de não mudar a história do mundo, definitivamente deixou sua marca:

“As pessoas tentam me rotular como um cara fodão, caipira, babaca, atirador de elite, Seal e provavelmente com outras classificações impublicáveis. Tudo pode ser verdade dependendo da ocasião. No fim das contas, minha história, no Iraque e depois, vai além de simplesmente matar pessoas ou mesmo de lutar pelo meu país. É sobre ser um homem. E é sobre o amor, assim como sobre o ódio.”

Leia “Sniper Americano” sem o estigma que qualquer história de guerra seja sobre americanos salvando o mundo, pois “Sniper…” é basicamente sobre um homem que lutou pelo o que acreditava ser o certo, que deu sua vida pelo próprio país e pelas pessoas que vivem nele e que nunca se eximiu de seus atos; e que por uma ironia do destino – ou simples fatalidade – morreu nas mãos de um veterano que lutou a mesma guerra que ele.

O livro não ganhará nenhum Pulitzer, mas definitivamente é uma ótima leitura para os interessados nesse momento tão triste da História.

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