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Resenha de Livro: “Victoria e o Patife” – Meg Cabot

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Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 256

Victoria e o Patife” me ganhou pela capa, além da autora, é claro. Meg Cabot tem um cantinho especial no meu coração, então quando ganhei este livro sabia que pelo menos iria me divertir um pouco. E realmente, eu me diverti. Um pouco. O livro é pequeno, não chega a 300 páginas, quem tem o hábito de ler rápido termina ele em um dia talvez. A leitura é igualmente veloz e a narrativa tem as características da Meg Cabot, sem mistério, e só mostra o ponto de vista da Victoria.

Victoria é uma menina de 16 anos, órfã, criada por dois tios homens na Índia, que a despacha para a casa da tia na Inglaterra para debutar e arrumar um bom casamento. Na longa viagem de navio, já que na época demorava meses para chegar no destino final, Victoria conhece o Conde de Malfrey, Hugo Rothchild, e se apaixona perdidamente por ele. Rothchild é amoroso, romântico, atencioso, tudo que uma garota quer. Ela não poderia acreditar que antes mesmo de pisar em terra firme já teria arrumado um noivo!

No navio ela também conhece o Capitão Jacob Carstairs, seu pior pesadelo. A pessoa que se intromete em seus assuntos sem ser convidado. Ele ganhou a antipatia de Victoria instantaneamente. Um parêntese, o começo da viagem não é mostrado para os leitores, então não sabemos como ela conheceu todos do navio ou outros detalhes.

Jacob é irônico e adora provocar Victoria, uma vez que ela se irrita com ele facilmente. Ele é um homem rico, apesar de não parecer, e mantém negócios com o tio da moça, o que a desagrada imensamente. Como todo mocinho da autora, ele nos cativa instantaneamente, sempre querendo ajudar a mocinha, tentando alertá-las do perigo  e levando diversas patadas e foras.

O livro é um pouco diferente dos Romances de Época que estou acostumada a ler. Talvez por este ser direcionado a outro público, o infanto-juvenil, justifique algumas das atitudes “de adolescente” da personagem principal. Victoria, a meu ver, é bem inconsequente e bastante mimada. Talvez por ter sido criada por dois homens e ter tido algumas liberdades dava a ela o poder de mandar e desmandar de tudo e de todos, e o pior é que a família dela se deixa dominar, talvez pelo dinheiro, não sei. Em poucas páginas ela já está mandando nos empregados da casa da tia de por medo neles. Uma garota de 16 anos. Ou quando os primos que não podiam brincar dentro de casa porque fazia barulho e a incomodava.

Ela também é muito, muito mesmo, ingênua. De dar agonia. Talvez seja essa ingenuidade que a deixa inconsequente e querendo tomar conta de vida de todo mundo. E não é bem assim. Ela pensava que deveria controlar a vida de todos, só que era o contrário, ela tinha que aprender a controlar a dela. E essa mania de controle a faz entrar em uma cilada que vocês descobrirão ao ler o livro. Se eu colocar mais alguma informação aqui sobre a estória em si, vou entregar tudo.

Apesar da minha chateação com a protagonista em algumas partes, o livro é gostosinho de ler. É bem clichê, nada de novo sobre a luz do sol. As vezes descobrimos o que acontece antes mesmo de acontecer, mas é bom para quem procura algo para se divertir, ou uma leitura rápida e fácil. Ou até mesmo quem quer começar a ler romances de época e não sabe por onde começar, já que este é bem light.

Suelen Dias
Jornalista e mercadóloga, super ligada no mundo pop. Adora um bom livro, uma boa série e ir ao cinema. Escritora frustrada, adora viajar, nutre um amor profundo e eterno por Londres.

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