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Resenha de Livro: “Um Mundo Brilhante”, de T. Greenwood

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Autor: T. Greenwood
Editora: Novo Conceito
Páginas: 336

nota4

Confesso que nunca tive paciência para ler dramas, mas de algum modo “Um Mundo Brilhante” conseguiu chamar atenção de uma forma bem estranha, já que o conheci pelas citações do mesmo no twitter da editora (pra mim é total estranho e incomum acontecer).

O livro conta a história de Ben, doutor em História, professor adjunto em uma universidade e barman, morador de Flagstaff. No primeiro dia de neve, ao ir pegar o jornal na calçada, ele encontra um jovem de origem indígena todo machucado praticamente morto jogado na neve.

Ao reconhecer o garoto como um dos frequentadores do bar onde trabalhava, ele resolveu ir ao hospital ver como ele estava, mas o garoto não consegue sobreviver. No hospital ele conhece a irmã do garoto, Shadi, que o convida a ir ao enterro. E é indo a esse enterro que começa toda a trama do livro. Além de combinarem de investigar quem foi o responsável pela morte de Ricky, Ben começa a se encantar com ela.

Ao ler a sinopse do livro se dá a ideia de que todo o livro é em volta desse mistério, mas não é bem assim. Narrado em terceira pessoa e na percepção dele, nós somos apresentados a uma trama bem mais dramática do que o assassinato. Os conflitos emocionais de Bem, que não consegue se decidir se continua com sua pacata vida ao lado de sua noiva Sara, ou para de resistir à paixão que começa a sentir por Shadi.

Sinceramente, ainda não tenho uma opinião 100% formada sobre esse livro, porque os acontecimentos e dilemas que surgem na vida de Ben poderiam surgir na vida de qualquer um. E é por isso que muitas vezes tive que dar uma parada e fazer outra coisa, porque não dava pra continuar sem se colocar no lugar dele. Também tiveram partes que eu tive muita raiva dele, raiva de o ver empurrar com a barriga seu relacionamento de anos com Sara, raiva de ficar naquele “Não sei se caso ou se compro uma bicicleta”. Mas ao mesmo tempo, você até entende o lado dele.

Enfim, o livro é bem escrito, super envolvente e rápido de ler (seus capítulos são pequenos). Ele é dividido em “mundos”, cada capítulo ligado a eventos na vida dele. E no final ele finalmente faz sua escolha definitiva (que eu adorei, mas acho que alguns não vão gostar tanto assim).

Suelen Dias

Jornalista e mercadóloga, super ligada no mundo pop. Adora um bom livro, uma boa série e ir ao cinema. Escritora frustrada, adora viajar, nutre um amor profundo e eterno por Londres.

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