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Resenha de Livro: “Um Acordo de Cavalheiros” – Lucy Vargas

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Autora: Lucy Vargas
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 505

 

Parece que as editoras finalmente foram fisgadas por Romances de Época, o que é muito bom para nós, fãs do gênero e que passou anos e anos sem essa variedade que encontramos agora. E em sua estreia pela Bertrand, Lucy Vargas lança mais um romance de época erótico, “Um Acordo de Cavalheiros”.

Não tive a oportunidade de ler os outros livros já lançados da autora e não descarto ler os outros em outro momento. A narrativa dela é envolvente e nos apresenta um enredo divertido, sensual com um pouco de drama e mistério, não deixando a desejar em nada em comparação aos outros romances de época contemporâneos já lidos por mim.

Dorothy Miller, aos olhos de toda a sociedade londrina, é uma dama de reputação perfeita, respeitável e dependente do tio, uma vez que era órfã. Faz de tudo para manter as aparências de suas boas maneiras para ocultar um segredo do passado que a assombra e é responsável por um grande sentimento de culpa e por ela ainda ser solteira aos 26 anos. E o que ela menos queria era se envolver com alguém, ainda mais se esse alguém for o Tristan Thorne, o Conde de Wintry.

O conde não é um homem de brincadeiras e o maior libertino da sociedade, e a atração entre eles é instantânea, logo ele propõe um acordo bastante surpreendente e pra lá de escandaloso: que eles se tornem amantes. Ao iniciar sua obra com os personagens já envolvidos de alguma forma, Vargas entrega a nós leitores a missão de imagina e acompanhar o desenvolvimento do relacionamento entre o casal. Nosso primeiro contato com eles, de um jeito bastante ousado, é Dorothy acordando na cama de Thorne sem nem se lembrar de o que aconteceu e como chegou lá.

Em meio aos encontros apaixonantes, somos envoltos a um mistério e uma missão de vingança por parte de Tristan que de certa forma também afeta a protagonista, mas ao contrário do que vemos em diversos livros do gênero, este mocinho não se afasta por mais complicado que fique a situação. Também não temos o outro clichê do libertino redimido, que muda de vida e de atitude por causa do que sente pela amada, aqui um ama o outro independente de como ele seja e aceita tanto suas qualidades quanto seus defeitos.

A escrita da Lucy é bastante envolvente. Os diálogos entre os dois é um destaque a parte, as trocas de bilhetes, e até as mentiras que eles inventam para encobrir o caso dão uma pitada a mais na narrativa. Muitas vezes me peguei dentro da narrativa como se estivesse ouvindo realmente eles falando do meu lado. As partes eróticas são escritas com bom gosto e sensibilidade, nada escrachado ou vulgar.

Acho bastante legal autoras nacionais escreverem livros desse gênero, nos levar para a Inglaterra do século XIX e conviver com duques, duquesas, marquês, marquesas, lordes e ladies com maestria. Obrigada Elimar pela chance de conhecer a Lucy e colocá-la na minha lista de “ler sempre”.

 

Suelen Dias
Jornalista e mercadóloga, super ligada no mundo pop. Adora um bom livro, uma boa série e ir ao cinema. Escritora frustrada, adora viajar, nutre um amor profundo e eterno por Londres.

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