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Resenha de Livro: “Sing” – Vivi Greene

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Autora: Vivi Green
Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 272

A resenha de hoje é de um livro delicioso de se ler. Demorei um pouco para conseguir escrever essa resenha porque o final do semestre não é fácil, mas lá vamos nós. Sing – Uma canção sobre o amor, é uma história suave e envolvente que me fez pensar muito.

O livro traz a história de Lily Ross, uma cantora pop adolescente que tem mais corações partidos e músicas de sucesso sobre dar a volta por cima do que você esperaria de alguém de sua idade. Depois de seu namoro com um outro cantor chegar ao final, ela decide que é hora de tirar um tempo para si mesma a menos de três meses de sua nova turnê mundial. É nessa viagem que ela conhece Noel, um garoto doce e engraçado, com os pés no chão e uma vida longe do conturbado cotidiano de uma celebridade como Lily.

Assim, as férias de verão de Lily se transformam em um romance de verão. Mas se todo romance de verão tem um fim, como ela e Noel poderiam ver uma solução para conciliar a vida do interior dele com a vida de celebridade dela? Em algum momento, uma escolha deverá ser feita.

A narrativa de Vivi Greene é de uma suavidade que me pegou de surpresa. Já tinha lido algumas resenhas sobre Sing, mas não esperava me apegar tanto aos personagens nem torcer tanto por um casal dar certo. Seu estilo de narrativa, em primeira pessoa e com a contagem regressiva para o início da turnê, aproxima o leitor da personagem principal, nos colocando em seus pensamentos, sentimentos e indecisões — é uma experiência divertida para aqueles que já deixaram a adolescência para trás, mas que ainda se encontram às voltas com as questões do coração (porque, sendo realista, as questões do coração não têm idade).

Lily é uma personagem muito bem construída. Ela está sofrendo não apenas pelo término do namoro, mas por si mesma. E qual a época melhor para termos insegurança sobre nossas vidas amorosas do que um término? Assim, ela não sabe se encontrará o cara especial em sua vida, nem se todos os namoros que não deram certo foram por sua culpa, mas sabe que precisa se encontrar novamente. Para falar a verdade, logo nos primeiros capítulos relacionei Lily com algumas músicas da Taylor Swift e toda aquela questão de depois do fim de um relacionamento a pessoa estar tão perdida que é até mesmo difícil de lembrar quem ela é de verdade — mas não irei focar nisso.

Nossa personagem principal vai parar em uma cidade pequena numa ilha para reescrever seu albúm. Ela precisa descobrir por si própria de que não, não é “a-garota-que-canta-hinos-de-superação-mas-é-só-isso-mesmo”. Mas falar é mais fácil do que fazer. E é aí que nosso menino favorito aparece. Noel não é nada do que ela esperava encontrar.

Noel aparece na narrativa num momento em que não esperamos. Sua primeira cena não nos dá pistas do quanto ele será importante no decorrer da história de Lily, mas nos deixa ciente de que seu personagem é mais do que aparenta. E ele realmente é. Não vou entregar o ouro e contar muito sobre esse rapaz que toda mãe sonha para suas filhas, mas vou deixar isso aqui: ele é provavelmente o personagem mais doce que encontrei nos últimos meses. É ele o responsável por transformar o verão de Lily, por fazê-la pensar em coisas diferentes, é com ele que ela volta a ser ela mesma — o que já não posso dizer sobre Jed, o ex.

Não acho que Jed seja um personagem ruim, pelo contrário, em suas várias aparições ao longo da trama, ele me pareceu um bom rapaz. Entretanto, suas atitudes me irritaram muito. Pessoas e personagens do tipo “terminei-quero-voltar” costumam me irritar muito e Jed é desses. É claro que fiquei influenciada por estar lendo pelo ponto de vista de Lily e por torcer para que o romance de verão com Noel desse certo, ainda assim, seu egoísmo em terminar e depois querer a namorada de volta sem levar em consideração os sentimentos da mesma, não me agradou em nada.

Devo mencionar também, que se não fosse pelas amigas de Lily, o romance com Noel nunca teria acontecido. Tess e Sammy são as grandes responsáveis pela ideia de sair um pouco de Los Angeles e esfriar a cabeça. Mais do que melhores amigas, as duas construíram suas vidas de modo a poderem ficar perto de Lily a acompanharem todos os seus passos. As duas possuem personalidades que encaixam bem com a personalidade e Lily — para falar a verdade, elas até se completam — e sem elas, a pop star não seria nada.

Com ritmo de balada romântica e personagens apaixonantes, Sing fala sobre amar e fazer escolhas. Seus personagens bem construídos nos fazem pensar sobre o quanto vale fazer ou deixar de fazer coisas que amamos por outras pessoas que amamos. Nos fazem pensar em como nos equilibrar na vida e no que queremos. Seus personagens e também a escrita dessa autora que eu não conhecia, mas já considero muito, nos envolvem e encantam e nos fazem voltar a acreditar que o amor, não importa a idade, é uma das coisas mais poderosas do mundo.

~se você quer uma história suave, bonita e bem construída, esse livro é para você!

Resenha postada originalmente no Blog Doki Doki.

Vitória Doretto

Vitória – mais conhecida como Vicky. Sou viciada em instagram e estou ali, me dividindo entre o amor por personagens de livros e as aventuras que encontro nos [agora raros] games da vida. Sou graduanda em Letras e Revisora de Português licenciada pelo MEC, nerd de carteirinha (mesmo tentando ser transuda na maior parte do tempo), apaixonada por doramas e por mais bandas e cantores do que gostaria.

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