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Resenha de Livro: “Pegando Fogo” – Abbi Glines

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Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas: 222

Pegando Fogo” é, aparentemente, o último livro da série Rosemary Beach de Abbi Glines. A longuíssima série teve, pelo menos, um livro para cada personagem da série, e até onde me recordo, com esse último, fechamos a conta. Sabemos que há um livro spin-off com Nate, filho de Rush e Blaire, que será também um spin-off da outra série da autora, Sea Breeze.

Os leitores da série, como é conhecido, não gostam de Nan. Ela é certamente a personagem menos carismática, mais egoísta e irritante de todos que vimos até aqui. E confesso que peguei o livro para ler com bastante má vontade, mas para quem leu a série inteira, era minha obrigação ler esse também. E aí aconteceu a mágica que finalmente Abbi resgatou e me fez recordar o porquê de gostar dos seus livros, que nos últimos volumes tinha se perdido um pouco.

É verdade que Nan tem muitos defeitos, e acredite, nenhuma das atitudes que tanto condenamos nela no passado são perdoadas nesse livro. Mas a Abbi faz aqui é mostrar o lado frágil de Nan, o lado que a gente observa e se identifica. Que garota nunca sofreu por causa de um ‘boy lixo’, aquele que parece legal mas que no final das contas ele tá só querendo se dar bem? Que garota não passou por uma fase de se questionar porque todas as outras garotas encontravam o cara certo menos ela? E quantas de nós não ficamos orgulhosas de nós mesmas ou de amigas quando dizemos “basta, não quero mais, você não me merece”? E é isso que nos aproxima da personagem mais odiada da série: sororidade.

Até aqui, o que tínhamos encontrado na série era uma leva de personagens femininas perfeitas. Garotas puras e ingênuas, ou no mínimo, com uma história muito forte por trás. Nan sempre destoou disso. Era a garota rica e mimada, de vida fácil, que tinha tudo que o dinheiro podia comprar e que boa parte de seus problemas eram fruto de suas ações. Claro, o fato de ter uma mãe louca e um pai que não ligava para ela era a sua parte feia, mas que sempre ficava ofuscado perto do drama pessoal dos outros. Mas sabe o que realmente nos incomoda em Nan? É que num universo de personagens perfeitos, ela é justamente a que mais nos faz lembrar de nós mesmos e de nossos erros e fraquezas. O problema é que Nan é real.

Ao fazer com que eu, leitora, com antipatia assumida por Nan, repensasse minha aversão e conseguisse ser empática com a mesma, Abbi jogou em nós toda sua sensibilidade e talento para escrita que foi justamente o que nos cativou e nos fez chegar até aqui, acompanhando cada um livros da série. E, de quebra, ainda manda um recado para todas garotas: “não aceitem migalhas, vocês merecem mais”.

 

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