Você está aqui
Home > Livros > Resenhas > Editoras > Resenha de Livro: “Paperboy”, Pete Dexter

Resenha de Livro: “Paperboy”, Pete Dexter

Todos os textos produzidos pelo Up! Brasil não podem ser reproduzidos – total ou parcialmente – sem autorização. Cópias não autorizadas e plágios são crimes previstos no Código Penal.

Autor: Pete Dexter
Editora: Novo Conceito
Páginas: 336

Uma coisa que me faz querer ler um livro é uma boa história. A sinopse de Paperboy traz exatamente isso. Além disso, outro grande atrativo é o fato de ter virado filme – e o elenco ter alguns atores que eu gosto muito. Assim, Paperboy tinha a faca e o queijo na mão para me conquistar.

A história gira em torno de Ward e Jack James, dois irmão que acabam se envolvendo com a história de Hillary Van Wetter. Hillary foi preso acusado de matar o xerife local. Ele está na fila para ser executado quando começa a receber cartas de amor da intrépida Charlotte Bless, que decide tirar o assassino da cadeia. Assim, ela contrata a dupla de jornalistas investigativos Ward e Yardley Acheman, o primeiro um cara cheio de princípios e competente e o segundo um interesseiro que tenta levar fama em cima do parceiro. O objetivo da dupla é provar que Hillary não é culpado e quem acaba entrando nesse projeto também é Jack, que abandonou a faculdade e agora está embarcando com o irmão nessa.

A trama é riquíssima. Com personagens extremamente interessantes misturados à história cheia de reviravoltas, é difícil não ficar envolvido com o livro. Charlotte é extremamente perdida. É uma mulher que tem a incrível capacidade de querer os caras mais errados. É um pouco aquela história de que talvez ela não ache que mereça algo melhor, mas de toda forma, ela é uma personagem nada simples de se entender.

Hillary é de fato um mau caráter. Vil, cruel e nada bobo, ele não faz nada sem querer. Obviamente, ele recebe mais do que bem o interesse de Charlotte, principalmente porque ela está disposta a mover mundos e fundos para tirá-lo da fila da morte. E, apesar dela não perceber, é bem claro que ela irá conhecer o lado ruim dele mais cedo ou mais tarde.

O pesonagem que mais me deu nojo e raiva foi Yardley. Ambicioso e cretino, ele faz tudo possível para chamar atenção ara ele. Se julga melhor que o parceiro e mesmo quando é óbvio para todos que a verdade é justamente o contrário, ele ainda insiste em ser melhor.

Os irmãos Ward e Jack são sem sombras de dúvida a melhor parte da história. Ward, um cara incrível, profissional, dedicado, e inteligente e Jack, um jovem que apesar de parecer rebelde, é extremamente capiscioso. Ele percebe tudo, mesmo quando os outros parecem não conseguir perceber.

Há uma dor no meu coração com o desfecho da história. Mas nem por isso, ela é menos interessante. Paperboy é genial e deveria ser leitura obrigatória para quem gosta de uma boa trama.

 

Resenha postada originalmente em 2013 e escrita por Giulia Cavalcante

 

Suelen Dias
Jornalista e mercadóloga, super ligada no mundo pop. Adora um bom livro, uma boa série e ir ao cinema. Escritora frustrada, adora viajar, nutre um amor profundo e eterno por Londres.

Deixe uma resposta

Top