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Resenha de Livro: “Origem”, Dan Brown

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Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 431



Não me recordo quando foi a última vez que li um livro do Dan Brown. Lembro qual foi o primeiro, “O Código Da Vinci”, na época em que lançaram o livro. Era uma daqueles livros que onde quer que você fosse, tinha alguém lendo. Depois disso, Dan Brown entrou na moda. Eu ainda li um segundo livro dele, “Anjos e Demônios”, mas já não teve o mesmo impacto do primeiro. “Origem” é minha retomada à escrita de Dan Brown.
Em “Origem”, Robert Langdon é chamado para uma apresentação de uma grande descoberta que promete abalar os alicerces das religiões e talvez romper de vez com a relação das pessoas com fé. O anfitrião é um ex-aluno de Robert, que antes de sua apresentação, encontra-se em segredo com Robert e afirma que tem medo que a revelação que fará coloque sua vida em risco. De repente, a noite se torna um caos e os presságios se confirmam. Kirsch está morto e Robert precisa salvar a descoberta do ex-aluno antes que ela se perca para sempre. Para isso, ele conta com a ajuda de Ambra Vidal, a diretora do museu.
A premissa do livro é realmente interessante. A rivalidade entre fé e ciência acompanha a humanidade há séculos. Por conta disso, pessoas foram queimadas na fogueira durante a Inquisição e, apesar de muito já ter sido descoberto, parece que estamos voltando no tempo e questionando conhecimentos científicos básicos, mais do que comprovados, como por exemplo, o fato da Terra ser redonda.
Foi justamente o assunto que me fez querer ler o mais novo livro de Dan Brown. Ele segue a mesma receita de sucesso dos livros anteriores. Uma caça ao tesouro onde o conhecimento de temas religiosos e simbologia é essencial para a descoberta do pote de ouro ao final. Uma Langdongirl bonita, inteligente e tão obstinada quanto ele para lhe auxiliar. E um mega complô internacional disposto a acabar com qualquer um que ouse contrariá-los.
O problema é que o livro é lento. Demora a engrenar. Passa-se muitas páginas de descrição em coisas desnecessárias, o que torna a leitura cansativa, enfadonha. Claro, nos melhores momentos, Brown faz sua mágica através do personagem de Langdon, sacando sua genialidade do bolso e criando bons eventos. Porém, não foi um livro que me arrebatou, ou mesmo que me prendeu. Demorei mais que o usual para concluir a leitura.
De toda forma, para quem gosta de mistério, conspiração e conspirações religiosas, é uma boa pedida. A forma como Brown consegue caminhar por esse assunto é sempre interessante de se observar, mesmo que você não seja um fã.

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