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Resenha de Livro: “O Sol é Para Todos” – Harper Lee

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Autora: Harper Lee
Editora: José Olympio
Páginas: 364

nota5

Lançado originalmente em 1960, O Sol é Para Todos (To Kill A Mockinbird), tem sido sucesso aclamado de crítica ao longo de muitos anos, incluindo um Pullitzer e o título de melhor romance do século XX pelo Librarian Journal. Este ano, foi relançado pela editora Record num novo projeto gráfico e de revisão, afim de acompanhar o novo livro da autora, Harper Lee, que até então só havia publicado esse.

O livro conta a história de um advogado, Atticus Finch, que decide defender Tom Robinson, um homem negro, acusado de estuprar uma mulher branca, na cidade de Maycom, cidade pequena no Alabama, símbolo do conservadorismo nos EUA, durante a década de 30. A narração fica a cargo de Scout, a filha mais nova de Atticus, que junto com o irmão Jem e o amigo Dill, aprenderão muitas lições decorrentes desse caso.

Esse é aquele livro que não precisa de muitas apresentações e que deveria ser leitura obrigatória para qualquer ser humano. Harper Lee escreveu um clássico: assunto importante, texto fluido, emocional, cômico, triste e forte. Não há como não se comover lendo.

Scout é uma criança que terá sua vida marcada profundamente pelo novo caso que o pai decide assumir. Quando as férias começam, junto com o irmão e o amigo, eles vão acompanhar as feridas da cidade sendo abertas e os preconceitos sendo expostos. O fato de termos uma criança narrando, traz um olhar de ingenuidade e pureza para as situações em que os adultos já sabem o que esperar. Talvez, além do tema abordado, obviamente, esse seja o grande pulo do gato do livro.

O Sol é Para Todos é uma das abordagens mais honestas e tocantes sobre preconceito que a literatura pode ter presenciado. É um cânone, uma obra de arte.

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