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Resenha de Livro: “O Diário de Jack, o Estripador” – Shirley Harrison

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Autora: Shirley Harrison
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 504

Desde que ouvi pela primeira vez a história de “Jack, o Estripador” fiquei curiosa sobre os assassinatos em Whitechapel e seu autor. Não, não sou louca e nem tenho instintos psicopatas – pelo menos não que tenha se revelado até agora –, mas sempre fui curiosa a respeito da pessoa perturbada e um tanto quanto sádica que foi Jack.

Assim, quando vi o que a Editora Universo dos Livros estava lançando “O Diário de Jack, o Estripador“, sabia que tinha que ler. Inicialmente eu imaginava que era apenas uma ficção qualquer, um romance em cima dos fatos. Até então, não sabia que Shirley Harrison teve de fato em suas mãos um diário cujo autor assinava como Jack, o Estripador; não fazia ideia de que ela tinha dedicado anos de sua vida tentando comprovar a veracidade e a validade do mesmo e nem qualquer outra coisa.

Nessa obra, baseado no diário que foi parar nas mãos de Shirley – e cuja única certeza que se tem é que ele de fato não é uma falsificação moderna e nada além –, uma nova identidade é colocada em cheque para a possibilidade de ser o assassino de Whitechapel no século XIX. A figura é James Maybrick. Na época, nada levava a crer que o homem comum e que foi assassinado pela mulher por envenenamento pudesse de fato ser o autor dos assassinatos. Porém, se os estudos e deduções feitos por Shirley e sua equipe estão corretos, essa é a identidade dele.

O livro de muitas páginas é um estudo, que começa com um embasamento técnico para a argumentação que a autora discorrerá ao longo das quinhentas páginas do livro. Durante os capítulos, ela alterna entre sua pesquisa e trechos transcritos do diário, obviamente, selecionando as partes que ela juga serem mais interessantes ou reveladoras. E as mais de cem páginas que mostram a fac-sínile da transcrição são bastante interessantes. Uma pena que, como a autora mesmo diz, há páginas que foram arrancadas e que poderiam ser fundamentais para a compreensão do mesmo. E por fim, além dos mapas há fotografias do suposto assassino, de Florence Maybrick (a esposa), e das vítimas mortas.

Uma coisa é certa: se você quer ler um bom livro de suspeitas, teses em cheque, teorias e principalmente, um pano de fundo de dar inveja a qualquer roteirista de Hollywood, não deixe de ler o livro. Independentemente de acreditar ou não no que está sendo dito, tenho certeza que você se encontrará fascinado pela história.

“a cadela me deu o maior prazer de todos. Não é que a
Puta encontrou seu cafetão na frente de todos, é verdade
A corrida foi a mais rápida que já vi, mas a emoção de ver
A puta com o bastardo me excitou mais que saber que
Sua Alteza real estava a poucos metros de distância des-
Te que vos fala ha ha que piada, se o ganancioso bastardo
Soubesse que estava a menos de alguns metros no nome
Que toda a Inglaterra estava comentando ele teria morri-
Do ali mesmo. Que pena que não pude contar para o tolo
idiota. Para o inferno com a realeza, para o inferno com
Todas as putas, para o inferno com a cadela que reina.”

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