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Resenha de Livro: “Draco Saga Vol. 1 – O Despertar” – Fabio Guolo

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Autor: Fabio Guolo
Editora: Edição do Autor
Páginas: 251

Um draco, ser da espécie mais poderosa e desenvolvida do planeta, desperta de seu sono e depara-se com uma nova realidade. Após hibernar por vinte e nove séculos, o dragão Dryfr se vê diante de uma nova ameaça: a humanidade, uma praga extremamente adaptável, que cresce e se múltipla com rapidez e possui uma sede por poder e riqueza infinita: bem vindo ao mundo da Draco Saga. Em um cenário de fantasia medieval onde dragões, elfos e homens (con)vivem em uma nem tão perfeita harmonia, o escritor gaúcho Fabio Guolo criou esta encantadora história de dragões onde as civilizações humanas são as grandes inimigas.

Tenho que assumir novas responsabilidades após o assassinato de seu irmão, cometido justamente por humanos cobiçosos de riquezas, Dryfr deve escolher uma parceira e gerar um herdeiro, além de tomar um pupilo para instruir. Perturbado com emoções fora do normal “draconiano”, ele descobre ao lado de sua amada Whyryn que estas criações acidentais dos elfos podem exercer uma influência no universo muito maior do que a imaginada. Este primeiro livro mostra bem todo o potencial da série. Se você gosta de fantasia, ação e muita reflexão, este é o seu livro!

O ponto forte do livro é exatamente esta inversão. A questão é que estamos mais do que acostumados em ver a humanidade como protagonista e vítima injustiçada, acabamos deixando de lado as características mais indesejáveis da nossa natureza, como a maldade, a corrupção, a inveja e a ganância. Confesso que fiquei chocada com esta mudança de referencial, o que tornou a leitura muito mais provocativa e interessante. As descrições sobre o cotidiano nas pequenas vilas são mais do que interessantes, com relatos mais do que ácidos sobre as relações de poder, crenças e comportamento das ditas “civilizações”. Até que ponto acreditamos no que é irracional? Sob que intenções agimos em nome da fé? A maldade é algo intrínseco ao homem? Observar as comunidades humanas com outros olhos nos permite ver além daquilo que a visão alcança. Em certo momento, a trama atinge uma discussão curiosa sobre a natureza humana com seu pupilo: ao observar que os “filhotes” humanos não agem de maneira tão inescrupulosa quanto os adultos, o dragão Dryfr percebe que eles apenas repetem os comportamentos que observam ao longo dos anos. Mais do que isso: além de não nascerem perversos, alguns até mesmo se comportam de modo inocente.

Afora mil e um mistérios e planos de extermínio relacionados aos humanos, temos também muita magia e doses maciças de aventura e guerra! Uma vilã de arrasar quarteirões também dá o ar da graça. Fiquei eletrizada com a história e mal vejo a hora de ler o segundo volume da saga, que deve sair somente no ano que vem. Enquanto isso, divirta-se com esta saga nacional tem tudo para ser um grande sucesso.

>>> Resenha originalmente publicada no nosso antigo endereço (www.up-brasil.com) em 2011.

Jaqueline Sant'ana

Tem 29 anos, é carioca, botafoguense, revisora e Mestre em Sociologia. Ama cinema, literatura e música e curte passar os finais de semana fazendo binge-watching de séries, mas não dispensa um karaokê com litrão de cerveja.

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