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Resenha de livro: “A Rainha Vermelha”, de Victoria Aveyard

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Autor: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 419


nota4

O primeiro motivo que me fez querer o livro, vou confessar sem vergonha alguma, foi a capa. Achei instigante e, por isso, fui ler a sinopse de “A Rainha Vermelha”. Imediatamente associei a história às outras distopias YA famosas como “Jogos Vorazes”, “Divergente” e até “A Seleção”.

Mare Barrow é uma garota que vive num mundo muito diferente do que conhecemos hoje em dia. Na Nova Era, a sociedade é dividida pelo sangue. Os sangue vermelho são os humildes destinados a servirem os senhores prateados, que tem poderes especiais. Mare e sua família são sangue vermelho e ela dá sua contribuição no sustento da família com pequenos furtos. Numa reviravolta, seu destino muda. Ela deixa de estar condenada a ir para a guerra e vai trabalhar no castelo, onde ela acaba descobrindo que, apesar do seu sangue, ela também tem poderes. A partir daí, começa uma grande confusão que vai envolver não só relações políticas como também os sentimentos de muitas pessoas, incluindo os de Mare.

Para ser bem honesta, achei o início do livro bastante lento. Tão lento que cheguei a me perguntar porque tantas pessoas falavam bem do livro. Entendam: não que a história estivesse sendo ruim, porque não estava, mas a narrativa estava lenta e pouco interessante. Porém, quando as coisas começam a acontecer, o livro deslancha e você não consegue parar de ler.

Nesse mundo distópico, a monarquia dita as regras e faz o reino viver sob guerra constante, cuja linha de frente de combate é composta pelos sangue vermelho. Mare sabe bem disso, seus irmãos mais velhos estão todos na guerra, e uma vez que Mare não tem nenhuma habilidade e não é aprendiz de nada, esse também será seu destino. Sua única habilidade é roubar, o que causa vergonha para seus pais. Seu melhor amigo é Kilorn, que tem um emprego como aprendiz de pescador. Porém, da noite para o dia a vida deles vira de cabeça para baixo. Kilorn perde sua segurança e Mare acaba conseguindo trabalho no castelo por intermédio de um dos príncipes, Cal.

É com a ida de Mare para o castelo que o livro começa a pegar fogo. Seus poderes são expostos e surpreendem a todos, inclusive a ela mesmo, uma vez que os sangue vermelho nunca tem poderes. Para evitar maiores problemas, o príncipe Maven entra em cena. E a verdade é que a gente não sabe em qual dos dois príncipes confiar.

Porém, uma coisa interessante, é que o foco do livro não é o romance. A personagem não está preocupada com isso, ela tem questões realmente mais importantes para se preocupar e isso reflete na narrativa do livro, que apesar de ter os momentos “românticos”, está muito mais voltado para as questões da sociedade, de luta e sobrevivência.

“A Rainha Vermelha” é uma história de ação, violência e questionamentos. Victoria conduz o leitor, página à página, para o meio daquele ambiente caótico que é a Nova Era. Ela tem total mérito ao conseguir provocar no leitor a catarse da sua história e é assim que ela ganha pontos. Para quem gosta de distópicos, é imperdível.

4 thoughts on “Resenha de livro: “A Rainha Vermelha”, de Victoria Aveyard

  1. Fiquei louca por esse livro antes de lançá-lo no Brasil, amei a capa e os efeitos. Quero muito lê-lo, pois gostei da autora ter dividido a população pelo sangue , (me lembrou aquela frase de sangue azul hehe). Tomara que o livro tenha pelo menos um pouquinho de romance, mas gostei de dar mais intensidade a ação.
    Beijos

  2. Fiquei com vontade de ler esse livro. Gosto de distopias que não foquem no romance, mas sim no universo criado e nos questionamentos políticos da sociedade, como você disse na resenha. Só fiquei com medo da lentidão do começo… gosto quando o livro já te pega de cara!

  3. Não tenho nenhum defeito pra apontar nesse livro, simplesmente amei cada página e sinceramente, pode até ter semelhanças com outras distopias mas definitivamente não é uma cópia. Red Queen é uma das obras mais originais que li na vida, a história conseguiu me fascinar de um jeito que só livros que eu viro fã e me torno obcecada, conseguem fazer. Quero os outros livros o quanto antes, espero uma adapatação pro cinema digna da perfeição que é esse livro.

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