Você está aqui
Home > Livros > Resenhas > Editoras > Arqueiro > Resenha de Livro: “A Rainha das Trevas” – Anne Bishop

Resenha de Livro: “A Rainha das Trevas” – Anne Bishop

Todos os textos produzidos pelo Up! Brasil não podem ser reproduzidos – total ou parcialmente – sem autorização. Cópias não autorizadas e plágios são crimes previstos no Código Penal.

Autora: Anne Bishop
Editora: Arqueiro
Páginas: 512

Para mim sempre é difícil escrever sobre um final de série ou trilogia porque obviamente passei muito tempo com os personagens e seu mundo e a ideia de dar adeus é sempre inquietante. Entretanto, dessa vez me senti bem fechando essa trilogia. A Rainha das Trevas é o capítulo final da Trilogia das Joias Negras e apenas quem acompanhou a saga desses personagens consegue entender o sentimento ao virar a última página.

A Rainha das Trevas começa anos após os acontecimentos de A Herdeira das Sombras. Agora Jaenelle é Rainha e Feiticeira e Daemon é seu consorte, mas ao contrário da paz que desejaríamos encontrar na vida desses dois, temos uma guerra iminente e uma situação delicada entre eles – a tensão por tudo o que passaram e o medo de voltarem a machucar um ao outro acabou por os separar.

Neste volume todo o trabalho de construção de personagens mostrou ter valido a pena: tanto os personagens masculinos quanto os femininos cresceram e toda a política que impera no reino cobrou seu preço em todos. Saetan continuou sendo um dos meus personagens preferidos e Jaenelle finalmente ganhou seu pedaço de terra no meu afeto – quando ela e Daemon finalmente admitiram seus sentimentos eu finalmente pude sorrir em paz (o que me leva a falar que achei muito coerente a forma como a autora fez a relação dos dois finalmente se encaixar).

Grande parte das coisas mudam, muitas coisas quebram nesta narrativa. É de tirar o fôlego, mas ah que aventura boa de se acompanhar. O ritmo de narrativa se mantem como nos volumes anteriores, mas a autora não sofre quando precisa aumentar ou diminuir o passo de seus personagens – ela faz o que é necessário.

Foi uma jornada interessante, cheia de problemas e maldade, mas o final… Ah o final… ele foi bonito. Suas últimas cem páginas foram rápidas e surpreendentes. Como disse em uma das resenhas dos volumes anteriores, Bishop foi meticulosa em seu plano para essa trama, foi um longo caminho e seus personagens sofreram para chegar até a última página – e quebrou nossos corações de todas as formas possíveis –, mas tenho certeza de que cada um teve o final que mereceu.

Vitória Doretto
Vitória - mais conhecida como Vicky. Sou viciada em instagram e estou ali, me dividindo entre o amor por personagens de livros e as aventuras que encontro nos [agora raros] games da vida. Sou graduanda em Letras e Revisora de Português licenciada pelo MEC, nerd de carteirinha (mesmo tentando ser transuda na maior parte do tempo), apaixonada por doramas e por mais bandas e cantores do que gostaria.

Deixe uma resposta

Top