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Indicação de Livro: “Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor” – Sarah Butler

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Autora: Sarah Butler
Editora: Novo Conceito
Páginas: 256

Nós sempre aprendemos alguma coisa de tudo o que fazemos. Aprendi várias coisas (sobre mim mesma) enquanto lia o romance de Sarah Butler, mas uma em especial você deveria saber: está é uma história sobre esperança. E agora eu vou contar para você porque eu acho isso.

A história de Butler gira em torno de dois personagens, Alice e Daniel. A narrativa passeia entre os pontos de vista alternados dos dois personagens, que são separados por listas feitas por eles. Essas listas me pareceram tão íntimas, autênticas e cruas que possibilitaram uma visão muito próxima deles, muito bem trabalhada também.

Alice é a caçula de três irmãs e, perto de completar trinta anos, volta para casa porque seu pai está morrendo. Ela não combina com suas irmãs mais velhas, que parecem vê-la como a ovelha negra da família – Alice sabe que sempre a olharam criticando suas escolhas –, e seu relacionamento amoroso também falhou, mesmo que uma parte dela ainda queira se reconectar com o ex.

Daniel é um homem que amou uma vez, de forma profunda e intensa, mas que está vivendo nas ruas porque, quando seu coração se partiu, seu mundo também o fez. As memórias que ele tem de um tempo e um amor que já não voltam mais são intensas e parecem ser o combustível que ele possui para encontrar uma pessoa em especial.

E é aqui que eu explico porque essa é uma história sobre esperança. Os dois personagens parecem ser almas perdidas, que não conseguem se encaixar, procurando sinais e seguindo o rumo que o destino quiser, mas ao mesmo tempo… Ao mesmo tempo, enquanto lia, senti que Alice ainda possuía esperanças – ela esperava que seu pai lhe dissesse alguma coisa importante, ela espera se conectar de alguma forma (qualquer forma) com pessoas e lugares, e, para mim, Daniel ainda tem esperança de encontrar um lugar no mundo, de encontrar sua filha.

Dez Coisas que Aprendi sobre o Amor é uma caminhada intensa em muitas formas – as vidas paralelas dos personagens, a aparente ligação que eles possuem, a forma como Alice deve lidar com a morte do pai…

No final, fiquei com a sensação de que tanto Alice quanto Daniel tomaram uma decisão importante sobre o rumo de suas vidas, mas se isso é verdade ou não… nunca irei saber. A história acaba nos deixando com mais perguntas sem respostas do que no começo, mas isso não a deixa menos bonita do que é. Esta é uma história sobre esperança, amor, perda e, principalmente, sobre encontrar conexões com o mundo que nos cerca.

É uma história que revela as nossas conexões com os lugares onde vivemos e com o passado que deixamos para trás. É encantador e me deixou tanto triste quanto esperançosa e eu acho que algumas vezes precisamos de livros assim para voltarmos a perceber quem somos de verdade.

Texto modificado de resenha postada pela autora originalmente no blog A Lua na Minha Janela.

Vitória Doretto

Vitória – mais conhecida como Vicky. Sou viciada em instagram e estou ali, me dividindo entre o amor por personagens de livros e as aventuras que encontro nos [agora raros] games da vida. Sou graduanda em Letras e Revisora de Português licenciada pelo MEC, nerd de carteirinha (mesmo tentando ser transuda na maior parte do tempo), apaixonada por doramas e por mais bandas e cantores do que gostaria.

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