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Grupo Editorial Record (GER) – Catálogo Literário: Lançamentos de Abril

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Após sua estreia literária com O segredo do oratório, sucesso de
público e crítica, Luize Valente volta a mergulhar, de maneira
ainda mais surpreendente, na história de uma família de
migrantes em Uma praça em Antuérpia. Com domínio da
narrativa, que vai e volta do ano-novo de 2000 em Copacabana
para os anos da eclosão da Segunda Guerra na Europa, Luize
reconstitui a desgraça imposta pelo nazismo aos judeus, razão
pela qual muitos deles viriam fazer a vida no Brasil.
Reunindo sensibilidade pelo drama humano e extensa pesquisa
histórica, Luize retrata a chaga do nazismo na miudeza do
cotidiano, na intimidade das famílias alemães e europeias, com
bárbaros desdobramentos em Portugal, no lar de Clarice e
Olivia, de onde a narrativa parte para ganhar o mundo e o
Brasil. Acompanhamos a fuga de Clarice e seu marido, o
pianista judeu Theodor, por grande parte da Europa, sempre um
passo à frente da perseguição nazista, fuga que leva parte da
família a cruzar o oceano. Como se não bastasse essa narrativa
de tirar o fôlego, Luize presenteia o leitor com um final
emocionante e totalmente inesperado.

As histórias – pois são muitas as vidas que se cruzam neste
romance – começam no dia 17 de julho de 1950, quando a
derrota do escrete brasileiro na Copa do Mundo motiva um
assassinato absurdo, de fortes conotações racistas. O crime é
discutido na roda do Café e Bar Rio Negro, epicentro da vida
intelectual dos “homens de cor” na Capital da República, e
onde somos apresentados a fascinantes personagens. A partir
desse microcosmo da então capital da República, em que
personagens da história brasileira, como Dolores Duran e
Abdias Nascimento, se cruzam nas deliciosas criações
ficcionais de Nei Lopes, percorremos uma década decisiva da
cidade do Rio de Janeiro e da afirmação da cultura afrobrasileira.

Na madrugada de 18 para 19 de outubro de 2010, o escritor
Raimundo Carrero – um dos mais premiados escritores
brasileiros – sofreu um AVC, que o deixaria com o lado
esquerdo comprometido. Ao retornar da UTI do hospital onde
permaneceu durante 15 dias, sentou-se no computador para
tentar transformar em literatura aquela experiência dolorosa.
Quatro anos e diversos rascunhos apagados depois, por fim
Carrero encontrou a forma literária que procurava. O senhor
agora vai mudar de corpo é um breve e pungente romance, em
que o escritor revisita momentos decisivos de sua vida passada
a partir do terrível momento em que temeu perder
definitivamente controle de seu corpo.

Patrick e seu irmão são confiados a amigas de seus pais em
Paris após a Segunda Guerra. Das mulheres responsáveis pelos
dois meninos pouco se sabe além do que revelam os trechos de
conversas entreouvidas por Patrick: que uma delas é uma
pessoa triste e que a outra foi artista de circo. Isso e o fato de
receberem as visitas frequentes de Jean D. e Roger Vincent
durante o dia e de diversos visitantes noturnos. Nesse mundo
intangível, os dois irmãos seguem de mãos dadas pela infância
através da rue du Docteur-Dornaine e em meio a visitas a
castelos, excursões a Paris, leitura de histórias de aventura,
tardes ouvindo rádio — sempre à espera de que, um dia, alguém
volte para buscá-los.

Em 24 de abril de 1933, dois jovens cônjuges se suicidam em
seu apartamento em Paris. Naquela noite, eles teriam se
encontrado com diversas pessoas e foram dançar. Trinta anos
depois, o narrador tenta reconstruir a história deles, que parece
se cruzar com a sua própria. Cada pergunta suscita outras, como
um eco, ao curso de andanças fantasmagóricas por Paris, de
lembranças que retornam à memória…

Aos dezenove anos, numa manhã da primavera de 1964, o
narrador encontra o fotógrafo Francis Jansen. Ele trabalha em
Paris para uma revista norte-americana, foi amigo de Robert
Capa, encontrava-se com uma mulher chamada Colette Laurent
que agora o procura incessantemente, guarda todas as suas fotos
em três maletas, e desaparece sem deixar vestígios.
Homem evasivo e misterioso, Jansen faz parte da galeria de
tipos que, como só Patrick Modiano é capaz de descrever,
prefere o silêncio e as reticências às palavras. O narrador
retorna a bairros afastados, tenta reencontrar pessoas perdidas, e
busca romper a camada de silêncio e de amnésia ao seu redor.
As silhuetas lhe escapam; depois de trinta anos, os rostos já não
estão nítidos. Ele deseja recuperar o passado, para que se torne
algo além de fragmentos distantes e ausentes. Tudo lhe causa
uma sensação de irrealidade. E é na busca do passado, de
Francis Jansen e de tantos outros, que sua identidade é
rememorada.
Remissão da Pena, Flores da Ruína e Primavera de Cão são
histórias independentes mas formam a “trilogia essencial” da
obra de Patrick Modiano.

A vida e a obra de Sylvia Plath assumiram proporções
lendárias. Educada na Smith College, uma faculdade
particular de artes para mulheres, a escritora norteamericana
manteve um relacionamento conflituoso com a
mãe, Aurelia, e, após o casamento com o poeta Ted Hughes,
foi absorvida pelo redemoinho da consagração literária.
Seus poemas foram disputados, rejeitados, aceitos e, por
fim, aclamados por leitores de todo o mundo.
Aos 30 anos, Sylvia cometeu suicídio enfiando a cabeça
num forno enquanto os filhos dormiam no andar de cima,
em quartos que ela vedara contra o gás venenoso. Ariel,
uma coletânea de poemas escritos numa velocidade
avassaladora durante seus últimos meses de vida, tornou-se
um clássico moderno. Seu único romance, A redoma de
vidro, passou a fazer parte do cânone literário, constando
em listas de leituras para estudantes de vários países.
Nesta biografia – a primeira a utilizar materiais recémintegrados
aos arquivos de Ted Hughes na Biblioteca
Britânica –, Carl Rollyson nos apresenta uma Sylvia Plath
poderosa, que abraçou tanto a baixa quanto a alta cultura
para se transformar na Marilyn Monroe da literatura

Viajando a Edimburgo a trabalho, o francês Edgar Logan
prevê uma temporada de iluminação e tranquilidade. Já na
Escócia, Edgar conhece por acaso Harry Sanderson e sua
cativante esposa, a artista Carrie. A partir daí, sua vida
meticulosa passa por um turbilhão, e a viagem que se
pretendia estritamente profissional ganha uma carga
dramática à qual Edgar nunca se vira acostumado — na
verdade, sempre evitara.
Atraído pelo casamento conturbado dos Sanderson, Edgar
deve enfrentar seus medos mais profundos e seu crescente
interesse pela encantadora Carrie. Quanto mais ele descobre
os muitos segredos dessa família, mais a viagem ganha ares
de thriller. Edgar não é mais o mesmo homem: o turbilhão
(do qual ele não sabe quando nem como sairá) já lhe deixou
marcas indeléveis. Logo nele, que parece querer passar pela
vida sem deixar assinatura.

Neste fascinante romance, Maggie O’Farrell nos apresenta a
incrível história de duas mulheres separadas no tempo, mas
com o mesmo destino marcado pela arte, pela maternidade e
por inúmeros segredos. A mão que me acariciou primeiro é
uma assombrosa investigação sobre como conduzimos
nossas vidas, quem somos de verdade e como podemos
estar profundamente conectados pelos mais prosaicos
acontecimentos.

Em um famoso discurso proferido em Hamburgo em 1953,
Thomas Mann advertiu os alemães sobre o perigo de
quererem voltar a almejar uma “Europa alemã”. E que muito
menos catastrófico seria que conseguissem obter uma
“Alemanha europeia”. Mas no rastro da crise do euro, foi
justamente o que aconteceu. Com uma política
“Merkiavélica”, brinca o autor em referência à liderança de
Angela Merkel, a Alemanha se tornou hegemônica na
Europa, tanto do ponto de vista político como do ideológico.
Como líder econômica do continente pode ditar aos países da
zona do euro as condições para a obtenção de novos créditos,
incluindo o esvaziamento dos direitos de coparticipação dos
parlamentos grego, italiano, espanhol e até mesmo do
alemão.
Quais as consequências da polêmica política de contenção
alemã para o equilíbrio de poder europeu? Que soluções são
possíveis no conflito entre os arquitetos da Europa e os
ortodoxos do Estado nacional? Como conciliar os
imperativos da solução da crise e da democracia face ao
risco-Europa? São essas as questões que Ulrich Beck aborda.
E ele conclui que é preciso um novo contrato social europeu:
um contrato que, através da própria ideia de Europa, garanta
mais liberdade, mais segurança social e mais democracia.

“Hoje, As mais belas histórias da Antiguidade Clássica
permanece como leitura valiosa não apenas para
adolescentes, mas também para adultos. Útil para quem
procura um primeiro contato com os mitos da Antiguidade
clássica (sem a aridez habitual aos manuais de mitologia), as
narrativas são também lidas com grande prazer e curiosidade
pelos já iniciados, pois é antes de tudo obra de valor literário
intrínseco, além de qualquer função didática que possa ter.” –
Paula da Cunha Corrêa.
No primeiro volume estão reunidos “Metamorfoses e mitos
menores”, a começar pelo mito de Prometeu, o mito
hesiódico das gerações humanas e os relativos às origens das
tribos gregas. Além destes, as histórias dos argonautas, de
Héracles e os heraclidas, Teseu, Édipo e a guerra de Tebas.

Tancredo Neves: A noite do destino retrata a vida pessoal e,
principalmente, a trajetória política do primeiro presidente
brasileiro eleito após o regime militar. O jornalista político José
Augusto Ribeiro, assessor de Tancredo Neves durante a
histórica campanha de 1984, traz a público o resultado de mais
de quinze anos de pesquisa. O leitor encontrará farto material
bibliográfico, incluindo documentos do arquivo pessoal de
Tancredo, fotos, entrevistas exclusivas e fatos ainda inéditos
sobre esse líder nacional.

Os mitos da Grécia e Roma antigas estão entre as mais
dramáticas e apaixonantes histórias de amor, guerra, heroísmo e
traição criadas pelo homem. Seus personagens inspiram as artes
e ajudam o homem a compreender a si mesmo: Ícaro voa perto
demais do sol, Prometeu rouba fogo dos deuses, Édipo vive sua
tragédia incestuosa.
Agora os apaixonados pela mitologia antiga têm em mãos um
guia essencial. A famosa classicista Jenny March apresenta uma
deliciosa compilação dessas histórias e conduz o leitor às
origens, transformações e interpretações dos mitos que
moldaram o mundo. Mitos clássicos é o guia mais completo
para o estudo desses mitos e lendas inesquecíveis.

Julio Cortázar e Omar Prego Gadea se encontraram pela última
vez em 20 de janeiro de 1984. Eles haviam se conhecido dez
anos antes, em um vernissage, em Paris. Em 1982, depois da
morte de Carol Dunlop, companheira do escritor argentino,
nasceu a ideia desta obra – “um livro muito doido”, segundo
Cortázar. Os dois amigos combinaram, então, de escrever um
texto “a quatro mãos”, sem temas proibidos. A conversa foi
interrompida somente com o falecimento do autor, em 12 de
fevereiro de 1984.

De onde viemos? Por que as estrelas brilham e as estações do ano
mudam? O que é o mal? Desde o princípio dos tempos, a
humanidade vem respondendo a essas perguntas com histórias
criativas, que já foram utilizadas pela religião, ciência, filosofia e
literatura popular. Neste volume, Davis introduz e explica os
grandes mitos mundiais, bem como as obras de literatura que os
tornaram famosos, abordando, entre outros, o mesopotâmico
Gilgamesh, o primeiro herói da mitologia; Aquiles e a Guerra de
Troia; Stonehenge e os druidas; Thor, o deus nórdico dos trovões;
e A vida e as grandes dificuldades enfrentadas pelo homem que se
tornou Buda.
Sempre informal e instrutivo, o autor mostra por que as narrativas
ancestrais sobre deuses e heróis continuam nos emocionando até
hoje, em filmes, arte, linguagem e música.

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