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Indicação de Filme: “Blackfish”

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Título original: Blackfish
EUA, 2013 – 83 min. Documentário
Direção: Gabriela Cowperthwaite
Roteiro: Eli B. Despres, Gabriela Cowperthwaite e Timm Zimmermann
Produção: Gabriela Cowperthwaite e Manuel Oteyza

 

Muitos devem lembrar da história da treinadora Dawn Brancheau, do SeaWorld, que foi morta pela baleia Tilikum em 2010. Mas poucos conhecem a história dessa baleia. E para entender sobre esse comportamento, é preciso voltar no tempo e saber como ela foi retirada do seu habitat, separada de sua família, como ela foi treinada e tratada durante esses anos. E é isso que o documentário mostra.

Pode parecer ingenuidade, mas nunca tinha me dado conta do que esses animais passam. Acabei comprando o conceito que esses parques querem vender, a ideia de “olha que fofa a baleia treinadinha”. Sem contar que eles fazem de tudo para que o público acredite que as baleias são felizes ali e que têm uma expectativa de vida maior, já que são acompanhadas por veterinários. Segundo o documentário, é tudo mentira.

Além de não ter me tocado do trauma que esses animais sofrem ao serem separados de suas famílias e serem mantidos em cativeiro, também não tinha me ligado na questão comercial por trás disso tudo. Para o dono desses parques, essas baleias significam cifrões, e muitos cifrões. Custe o que custar, eles querem lucrar. Mesmo que para isso, eles coloquem em risco seus funcionários. Por isso, Tilikum, apesar de seus histórico violento, continuou sendo utilizado nos espetáculos do SeaWorld. E para manter esse grande pote de ouro, que é Tilikum – pois ele é o maior macho reprodutor do parque,- chegaram até a esconder dos treinadores alguns fatos, como ele ter sido responsável pela morte de uma estudante de biologia marinha no Canadá.

Após a morte de Dawn Brancheau, o SeaWorld foi proibido de permitir que os treinadores nadassem com as baleias em seus espetáculos e as discussões acerca da espetacularização desses animais ganhou força. Com a divulgação desse documentário, o número de visitantes caiu drasticamente nos 11 parques espalhados em todo o país, especialmente no de San Diego. No final de 2015, o SeaWorld declarou que a partir de 2017 substituirá os famosos números com baleias, nas instalações de San Diego, por uma atração mais “informativa”.

Esse é um documentário que vale muito a pena assistir e está disponível no Netflix. Se você ainda não tinha se dado conta do que há por trás desses parques temáticos, garanto que sua visão será diferente após assisti-lo.

Érika Mello

Radialista, estudante de Jornalismo, apaixonada por cinema, livros e fotografia. Viciada em séries, daquelas que quando pega uma temporada completa, não sossega até assistir o último episódio.

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