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Crítica de Filme: “Star Wars: O Despertar da Força”

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Título Original: Star Wars: The Force Awakens
EUA, 2015 – 135 min.
Ação/Aventura/Fantasia
Roteiro: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams, Michael Arndt
Direção: J.J. Abrams
Elenco: Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o

nota4,5

Antes de qualquer coisa, já devo avisá-lo que mesmo tentando bravamente, esta crítica provavelmente não será imparcial. Esta pessoa que vos escreve estava ansiosa para conferir o resultado desse filme e é fã de Star Wars desde que A Vingança dos Sith estreou em 2005 e eu tinha idade suficiente para entender a história e adorar seus personagens. Isto esclarecido, vamos aos fatos.

O Despertar da Força começa 35 anos depois do ponto em que O Retorno do Jedi parou, com Luke Skywallker (Mark Hamill) desaparecido e toda a galáxia interessada em encontrá-lo. Este é o fio condutor da trama. Logo nos apegamos ao stormtrooper desertor Finn (John Boyega) e a órfã e autossuficiente Rey (Daisy Ridley), sem falar, é claro, do robô BB-8 (que rouba todas as cenas e mais algumas). Não temos mais um Imperador, mas a Primeira Ordem possui um líder supremo, Snoke, e um sith, Kylo Ren (Adam Driver), ansioso por seguir os passos de Darth Vader – e a Resistência continua agindo, liderada por Leia e apoiada pela República.

O diretor J.J. Abrams fez uma escolha muito importante quando, ao invés de utilizar todo o CGI possível e disponível, manteve o estilo de filmagem dos filmes anteriores. Assim, as cenas foram filmadas de forma a parecer que pertencem à mesma época dos primeiros filmes e os cenários dão a sensação de “realidade” ao lugar em que os personagens vivem – as dunas de Jakku onde Rey desliza em seu trenó, as florestas, a neve… E os efeitos especiais tiveram um foco maior nas cenas em que os personagens estão no espaço. Tudo para conciliar passado e presente e para satisfazer não apenas o público novo, mas os fãs de longa data.

É nessa conciliação entre novos e antigos fãs, que o longa se parece um pouco com Uma Nova Esperança e traz novos personagens. Na primeira metade do filme temos personagens novos por todos os lados, Finn é um personagem que entretém nas cenas (muito por causa, provavelmente, do ator que lhe dá vida que é muito competente); Poe (Oscar Isaac), mesmo em poucas cenas, atrai o espectador e Rey é, sem dúvida nenhuma, a rainha do filme: independente, corajosa e com um senso de lealdade forte (e feminista também, mas não vou entrar neste tópico para não deixar essa crítica maior ainda) – e BB-8, o robô está sempre em cena, jogando seu carisma para todos que estiverem assistindo. Quando os personagens tão conhecidos e amados finalmente aparecem, incluindo Han Solo (Harrison Ford), Leia (Carrie Fisher) e Chewbacca (Peter Mayhew), Rey e Finn já estão bastante desenvolvidos – coisa que os personagens do Lado Negro estão longe de ser. Tanto Ren, trágico e impaciente, quanto Snoke, Hux e Phasma, não foram tão moldados neste episódio – ainda que Phasma seja uma capitã muito promissora, não tenho ideia do seu papel na história.

Ao mesmo tempo em que é muito benfeito, O Despertar da Força traz mais mistério do que qualquer outra coisa. Não são apresentadas informações suficientes para formarmos um panorama do que está acontecendo na galáxia nesse período pós-Império e algumas vezes isso passa a impressão de que os destinos dos personagens estão se formando com o movimento dos sabres de luz. Mas talvez isso seja um fator importante para o próximo filme. Esperemos.

Este sétimo episódio possui uma dupla (ou deveria dizer “um trio” e incluir BB-8?) de personagens cativantes e a dose certa entre ação, humor e drama. É claro, deixou várias explicações para o próximo episódio, mas acalmou o coração dos fãs. Missão cumprida, senhor J.J. Abrams.

Vitória Doretto
Vitória - sou mais conhecida como Vicky. Sou uma viciada em snapchat e instagram e estou ali, me dividindo entre o amor por personagens de livros e as aventuras que encontro nos games da vida. Sou graduanda em Letras e Revisora licenciada pelo MEC, nerd de carteirinha (mesmo tentando ser transuda na maior parte do tempo), apaixonada por doramas - e pelo Kellan Lutz - e por mais bandas e cantores do que gostaria.

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