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Crítica de Filme: “Nocaute”

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Título Original: Southpaw
2015 – Drama/Esporte – EUA
2h40min
Roteiro: Kurt Sutter
Direção: Antoine Fuqua
Elenco: Jake Gyllenhaal, Rachel McAdams, Forest Whitaker e Oona Laurence.

nota4,5

“Nocaute” é um filme que estava sendo esperado há algum tempo para estrear no Brasil. Recordo-me que desde março ouço falar com expectativas do filme, e sempre positivas. A começar, pelo ótimo desenvolvimento físico de Jake Gyllenhaal.

A história do filme gira em torno de Billy Hope, um grande lutador que de repente se vê diante das maiores perdas de sua vida e precisa dar a volta por cima. Enquanto ele se prepara para a maior luta de sua vida, ele também luta para reconquistar sua filha.

Uma coisa que você pode ter certeza é que Nocaute não é nada como você espera. Eu imaginava que seria mais uma história de superação de um lutador que perde o rumo e tem um final triunfante. Mas não é bem assim. Obviamente, sem ser um spoiler, ele perde o rumo, mas as coisas vão muito além do que eu imaginava. Fiquei sinceramente comovida com os acontecimentos do filme.

Jake Gyllenhaal, provavelmente, teve nesse filme o seu principal papel na carreira até agora. Exigiu muita dedicação e esforço a preparação para o filme, e podemos ver em tela que não foi em vão. Ele convence bem como lutador e sua atuação é delicadamente na medida. Seja como pai e marido ou como boxeador, ele está 100% no personagem.

As participações de Rachel McAdams, 50 Cents e Forest Whitaker são convincentes também. Rachel como a esposa dedicada, corajosa e apaixonada; 50 como o agente ambicioso e Forest como o treinador desacreditado. Cada um tem sua relevância e suas participações são ótimas.

Porém, o outro destaque do filme vai mesmo é para Oona Laurence, que interpreta Leila, filha de Billy e Maureen (Rachel). A menina de 13 anos emociona nos momentos de maior clímax em que ela aparece e faz uma dupla afiada com Jake. A sintonia dos dois é notável em cena.

O outro ponto forte do filme é o roteiro de Kurt Sutter, criador da ótima série Sons of Anarchy – finalizada em sua sétima temporada. Bem escrito, ele foge do comum e é bem estruturado, deixando de usar a vingança como tema principal e usando a superação por um ângulo diferente do trivial. A direção de Fuqua é correta, amarrando bem e coroando esse ótimo encontro entre roteiro e elenco.

Para quem gosta de drama e esporte, mas principalmente, quem gosta de bons filmes, vai ficar rendido ao filme.

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