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Críticas do Oscar: “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”

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Direção: Alejandro González Iñárritu

Elenco: Michael Keaton, Emma Stone, Naomi Watts, Amy Ryan, Zach Galifianakis, Edward Norton, Lindsay Duncan

Gênero: Drama, Comédia

Nacionalidade: EUA/França

Tenho lido e ouvido muitas pessoas falando sobre Birdman – umas amando, outras detestando –, e quando parei para pensar sobre o que escrever nessa crítica, a primeira coisa que me veio à mente foi sua trilha sonora. Costumo prestar atenção em vários aspectos quando assisto um filme, mas ultimamente tenho dedicado uma atenção especial às músicas que permeiam a abertura, cada cena, cada palavra não-dita e encerramento – e se tem alguma coisa que realmente gostei ness’A Inesperada Virtude da Ignorância, é a escolha musical.
Compostas principalmente pelo som da bateria, suas músicas ajudam a dar o tom que, aparentemente, o diretor desejou e acabam por ser um dos aspectos mais interessantes do filme.
Birdman tenta falar sobre o mundo atual nos mostrando um ator que tenta voltar aos seus dias de glória com uma peça na Broadway, mas acaba se perdendo nas tão comentadas falas sarcásticas.
Apesar disso, é um filme muito bonito com suas câmeras sempre ao redor dos personagens e passeando entre os corredores do teatro, cenário principal dessa obra, onde conseguimos ver sem nenhuma dúvida que o diretor tem total domínio do que está propondo – uma técnica incrível, como se o filme fosse feito sem nenhuma montagem.
Com elenco mais do que incrível – seus atores parecem dar tudo de si em seus papéis, realmente entrando em suas peles (Michael Keaton, Emma Stone, Edward Norton, entre outros, estão brilhantes) –, Birdman parece exercer um poder de “ame ou odeie” em quem o assiste. Possui um tipo de opressão inquietante quando promete mais questões reflexivas do que consegue responder e, ao tentar mostrar que entende o mundo, faz uma tentativa um tanto quanto falha.

Vitória Doretto

Vitória – mais conhecida como Vicky. Sou viciada em instagram e estou ali, me dividindo entre o amor por personagens de livros e as aventuras que encontro nos [agora raros] games da vida. Sou graduanda em Letras e Revisora de Português licenciada pelo MEC, nerd de carteirinha (mesmo tentando ser transuda na maior parte do tempo), apaixonada por doramas e por mais bandas e cantores do que gostaria.

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