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Crítica de Filme: “O Lado Bom da Vida”

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Título Original: Silver Linings Playbook
2012 – Comédia/Drama – EUA
2h20min
Roteiro: David O. Russell e Matthew Quick
Direção: David O. Russell
Elenco: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro.

nota4,5

Inspirado no livro homônimo escrito Matthew Quick, O Lado Bom da Vida conta a história de Pat, um cara que após passar meses internado num hospital psiquiátrico retorna para a casa dos pais e tenta reencontrar sua esposa, Nikki.

Com oito indicações ao Oscar de 2013 – que será realizado no último domingo de fevereiro – “O Lado Bom da Vida” era um dos lançamentos mais aguardados desse ano. Com ótimos nomes no elenco, é impossível não alimentar expectativas.

Muita gente que tenha lido o livro antes provavelmente vai estranhar o filme. Se você estiver esperando uma adaptação fiel, saiba que não se trata disso. Os elementos são praticamente os mesmos, mas o desenrolar é bem diferente. Alguns mais xiitas provavelmente não irão gostar ou acharão o livro muito melhor. Eu adorei o livro e também adorei o filme.

No filme, Pat (Bradley Cooper) passa seus dias treinando para manter a forma física e lendo vorazmente os livros que Nikki tanto falava, na esperança de poder mostrar para ela que ele mudou e se interessa pelo que ela gosta. Além disso, ele vive nas suas tentativas de fazer o que considera ser gentil enquanto evita seus ataques explosivos.

Um dos melhores momentos do filme é logo no íncio, quando Pat termina um livro de Hemingway e acorda os pais às 3h da manhã para discutir e desabafar sobre o livro. O interessante da cena é perceber o quanto Pat passa longe de estar equilibrado e como ele precisa desesperadamente de incentivos otimistas e com perspetiva de final feliz.

Tiffany, interpretada por Jennifer Lawrence, é sua parceira de loucura. Assim como Pat, ela também está passando por um momento difícil com a morte do marido e sua adaptação ao mundo sem ele. Não que ela esteja fazendo isso de forma maravilhosa, mas para aliviar sua sensação de culpa e seguir em frente, ela decidiu transar com todos os colegas de trabalho. Seu relato faz com que Pat tenha seu momento adolescente novamente.

Bradley e Jennifer funcionam muito bem juntos e é fácil ver a química entre eles. Bradley me surpreendeu no papel do bipolar, aficcionado com a ideia de reconquistar a ex-mulher. Ele está intenso, sem controle, genial. Jennifer me chamou atenção principalmente pelo olhar, em seus melhores momentos, seus olhos passam toda a emoção da cena. Robert De Niro, como sempre, está ótimo. De Niro é sempre De Niro e por isso, é difícil achar falhas. Jacki Weaver, como a Mãe de Pat, também é brilhante, impecável.

Assista ao filme, mesmo que você já tenha lido o livro. Se esse for o caso, vá de mente aberta para um roteiro diferente. E se você não leu o livro, vale a pena ler. Independente disso, o filme é excelente. Mistura comédia e drama e eu tenho certeza que você dará boas gargalhadas durante as quase duas horas de filme.

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