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Crítica de Filme: “Hitchcock – Os Bastidores de Psicose”

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Título Original: Hitchcock
EUA, 2013 – 99 mim.
Drama
Diretor: Sacha Gervasi
Roteiro: John J. McLaughlin, Stephen Rebello
Elenco: Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Danny Huston, Toni Collette, Michael Stuhlbarg, Michael Wincott, Jessica Biel

Desde criança eu gosto de assistir filmes de suspense/terror. Lembro-me que assistia e na hora de ir dormir, saia correndo da sala até meu quarto, que ficava no final do corredor. Obviamente, quando chegava lá, pulava na cama e tampava os olhos, rezando para dormir logo. Sim, sempre tive medo de fantasmas, demônios, assassinos misteriosos. Não, nunca deixei de assistir filmes que me causam medo.

Psicose é um desses filmes que me deixou apavorada. O tom de suspense que atravessa o filme ficou guardado dentro de mim. Porém, nenhuma lembrança é mais forte que a lembrança da cena do assassinato de Marion com aquela música mórbida. Quando eu penso em psicose, é essa a memória que me surge e é justamente por isso que eu gosto tanto desse longa de Hitchcock, que apesar de ter vários outros filmes ótimos – como Birds, por exemplo – tem em Psicose seu maior sucesso.

Hitchcock – Os Bastidores de Psicose é a adaptação do livro homônimo de Stephen Rebello, lançado no Brasil pela Editora Intrínseca. Como diz o título, a história relata a criação de Psicose pelo gênio do suspense e de todas as loucuras feitas para a realização do projeto. Além disso, mostra o lado metódico e um tanto doentio do diretor, que se entrega completamente aos seus projetos.

No papel central, Anthony Hopkins numa atuação fantástica e extremamente bem feita do diretor. Aliais, vale uma menção de mérito para a maquiagem, que fez um trabalho ótimo na transformação do ator. Sua companheira e esposa Alma, está muitíssimo bem representada por Helen Mirren. As lindas Scarlett Johansson e Jessica Biel aparecem pouco mas não comprometem. A última então, é praticamente uma participação especial.

O que torna o filme tão interessante é realmente o fato de que se trata de Psicose. Da compra dos direitos do livro de Robert Bloch e de todos os exemplares do livro para que ninguém soubesse o final até ao comprometimento do patrimônio familiar para realizar o filme, é tudo fascinante  e revelador.

Em meio a tsunami vivida pela indústria cinematográfica de adaptações de títulos literários para o cinema – daqui a pouco vão adaptar livros de receita – essa foi uma que valeu a pena. Se você ainda não assistiu ao filme, vale a pena reservar uma data na agenda para vê-lo. E se possível, leia o livro.

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