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Crítica de Filme: “A Coisa”

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Título Original: It
201 – EUA – 135 min
Drama/Terror/Thriller
Direção: Andy Muschietti
Roteiro: Chase Palmer, David Kajganich, Stephen King
Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Finn Wolfgang, Sophia Lillis, Jack Dylan Grazerm, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs e Jackson Robert Scott.

 

Não me recordo ao certo quando vi o primeiro filme baseado numa obra de Stephen King, mas lembro que eu era ainda criança e me recordo muito bem qual filme foi: “It – Uma Obra Prima do Medo” (melhor você não fazer as contas, não precisamos expor a minha idade, rs). A verdade é que, embora nunca tenha tido medo de palhaços e nem tenha criado depois do filme, foi apavorante. O filme lançado em 1990 se tornou um clássico do gênero e ganhou, agora em 2017, um remake.

Nessa nova roupagem, mesmo já tendo lido o livro e tendo assistido a primeira adaptação da obra, ainda há suas novidades. E principalmente, os sustos permanecem. Dessa vez, a história será dividida em duas partes, uma sobre a infância dos membros do Clube dos Perdedores e outra que se passará 27 anos depois, com eles já adultos. A vantagem disso é que dá mais tempo para explorar e conhecer melhor os personagens, e também, dá para acrescentar muitas partes de humor e leveza que vão contrastar com o suspense e equilibrar o filme.

O Clube dos Perdedores é formado por sete crianças, no qual há apenas uma menina, e onde o que todos têm em comum é a exclusão. De alguma forma, todos eles enfrentam problemas de aceitação no colégio e sofrem na mão dos mais populares e dos fortões. Durante o verão de 89 na pequena cidade de Derry, essas sete crianças, que deveriam estar brincando e se divertindo como todas as outras, se unem para descobrir o que está fazendo com que crianças desapareçam, incluindo o irmãozinho de Bill, George. E é aí que eles conhecem A Coisa, na forma do palhaço Pennywise.

O elenco infantil é brilhante. Eles atuam tão maravilhosamente que parecem ter muito mais tempo de profissão do que têm de idade. Jaeden Lieberher (Bill), Jeremy Ray Taylor (Ben), Finn Wolfgang (Richie) e Sophia Lillis (Beverly) são especialmente competententes, em minha opinião, principalmente Sophia, que teve que lidar com cenas mais pesadas. Porém, Jack Dylan Grazerm (Eddie), Wyatt Oleff (Stanley) e Chosen Jacobs (Mike) estão muitíssimo bem também. Chega a ser, talvez, até um pouco injusto não coloca-los junto com os outros quatro, mas aqui fiz um comentário muito mais pelo meu gosto pessoal do que pela atuação dos sete.

Pennywise se alimenta do medo das pessoas, e por isso, as crianças são seus alvos preferidos. Quanto mais medo, melhor para ele e mais difícil derrota-lo. A Coisa, na verdade, não é apenas o palhaço, ela é o seu medo. Bill Skarsgård (se você reconheceu o nome, é isso mesmo. Bill é filho de Stellan e irmão de Alexander e Gustaf) da vida assustadoramente ao palhaço. Suas aparições são garantia de medo.

É possível que, ao assistir o filme, você se engane com a impressão de que “não é tão assustador assim”, devido às cenas cômicas que Andy Muschietti, o diretor, introduz em sua versão do filme. Não acredite nessa falsa sensação. It é e sempre será, uma das melhores histórias de terror. Andy acertou em cheio na direção espetacular do filme, que inclusive, foi totalmente aprovada pro Stephen King. Mesmo as alterações na trama original, foram abençoadas pelo mestre do terror. E depois que o filme terminar, você ficará como eu, querendo ansiosamente a parte final dessa história.

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